Regata da Liberdade/Memorial Picuca 2018

Regata da Liberdade - Troféu Picuca 2018

Troféu Ria Formosa 2018

Integrado no Troféu Ria Formosa 2018, decorreu na passada quarta-feira, dia 25 de Abril, a Regata da Liberdade que na edição deste ano inseriu também o Troféu Memorial Picuca, uma vez que não pôde ser realizado na data originalmente prevista devido às condições climatéricas e não poderia deixar de ser homenageado esse grande velejador farense que tanta saudade deixou.

Troféu Ria Formosa 2018
                   O BOCAGE em regata

Foi um dia magnífico de Vela, com muito sol e temperatura amena, uma brisa muito agradável com muitas variações de intensidade e direcção que pôs à prova as capacidades técnicas e tácticas das tripulações concorrentes.

A equipa Mr Sailor integrou a frota com o magnífico BOCAGE, desta vez com uma tripulação mais reduzida com apenas quatro elementos, incluindo dois convidados, um dos quais fazendo o seu baptismo a velejar.

A Regata da Liberdade / Troféu Memorial Picuca

Troféu Ria Formosa 2018
                                 Largada

Após um pouco de descoordenação no início da regata, a equipa lá conseguiu encontrar o seu ritmo e acompanhar o grupo da frente. Foi uma regata muito disputada. Embora não se tenham verificado muitas alterações das posições em tempo real, a verdade é que até à rondagem da última bóia existiam sete embarcações em condições de conseguir a vitória na classe A de ORC, tendo em conta, claro, o sistema de bonificações e penalizações em vigor nas regatas da Ria Formosa. Na última perna do percurso, as alterações de vento, que em outros momentos foram-nos favoráveis, desta vez favoreceram muito as embarcações dianteiras ditando o resultado final.

As Classificações

              O IMPULSIVE em regata

A equipa Mr Sailor alcançou um honroso 5º lugar na classe A de ORC a apenas um segundo do quarto classificado e o 3º lugar do Troféu Platu.

Um destaque merecido para a equipa do IMPULSIVE pela sua primeira vitória nestas regatas, que há muito procuravam. Navegaram muito bem e, mesmo tendo beneficiado do sistema de bonificações e penalizações, a vitória foi mais que merecida. Parabéns também pelo 2º lugar no Troféu Platu, cuja vitória coube à equipa do PAQUITO que já nos habituou a muito boas prestações.

              O CARPASIUS em Regata

Em destaque, esteve também a equipa do CARPASIUS vencedora destacada da classe B de ORC, e cuja prestação lhe daria um lugar de destaque mesmo que não existisse a separação entre as duas classes.

A Parte Social

Mais uma vez, a magnífica organização do Ginásio Clube Naval proporcionou um fabuloso almoço na Ilha da Culatra fomentando o aceso e saudável convívio entre os participantes, em clima de festa e camaradagem, que contou também com a entrega dos prémios.

Ficam para memória futura os rasgados elogios dos nossos convidados à experiência, deixando-nos a pensar que teremos dado origem ao aparecimento de mais um velejador, o que muito nos orgulha.

                             Em regata
                                Em regata
                              Em regata

No próximo dia 3 de Junho, voltaremos ao Troféu Ria Formosa com a Regata Heitor Batalha de Almeida.

A equipa Mr Sailor estará pronta para mais esse desafio.

 

Etapa 7 da Volvo Ocean Race

Auckland (Nova Zelândia) – Itajaí (Brasil)

Começou a mais longa e dura prova da edição 2017/2018 da Volvo Ocean Race – A etapa 7

Que forma mais acertada de iniciar o nosso blog Contos dos Marinheiros do que acompanhar as primeiras horas desta tão épica jornada. A Etapa 7 da Volvo Ocean Race, com início em Auckland na Nova Zelândia e final em Itajaí no Brasil.

No filme postado pela organização da prova, podemos acompanhar a largada e as primeiras duas horas desta etapa, enquanto os barcos concorrentes fazem um percurso inicial entre bóias com pernas de bolina e pernas de poupa dentro de um canal algo apertado para uma última perna de largo apertado e as embarcações a seguirem à bolina para o Oceano Pacífico Sul.

Neste pequeno período de tempo, os fans do desporto da vela deliram ao poderem aproveitar a proximidade dos barcos concorrentes para apreciar as diferentes estratégias na escolha das velas bem como os diferentes estilos de navegação e as capacidades das várias equipas a manobrar estas magníficas embarcações.

 

 

Não é para meninos!

À espera destes destemidos marinheiros, os concorrentes da etapa 7 da Volvo Ocean Race, está uma grande aventura, atravessar o Oceano Pacífico junto aos mares gélidos da proximidade da Antártida, navegar no local mais remoto do planeta não sendo possível estar mais longe de terra firme, não é algo que esteja acessível ao comum dos mortais.

etapa 7 da Volvo Ocean RaceApós toda esta provação, os destemidos marinheiros têm de dobrar o cabo Horn, nada mais do que o ponto náutico mais icónico do mundo. Apenas um número muito limitado de marinheiros teve a audácia e oportunidade de passar por ali.

Tudo isto faz com que, nesta etapa, tão ou mais importante que a velocidade e a estratégia, é a garantia da integridade da embarcação e da tripulação, influenciando as escolhas e decisões dos skippers. No entanto, a pontuação a dobrar apela a arriscar um pouco mais.

Continuar a escrever história

Esta prova já se realiza desde 1973, estando na sua 13ª edição, e sempre teve a travessia do Pacífico Sul como a etapa mais dura.

Volvo Ocean Race

Originalmente, esta prova tinha o nome Whitbread Round the World Race, tendo em 2001 passado a chamar-se Volvo Ocean Race com a mudança de patrocinador principal. Se inicialmente era praticamente livre a escolha da embarcação utilizada bem como as restantes condições de participação das equipas, a evolução foi notória e actualmente a prova é realizada em regime de monotipo sendo mesmo as embarcações fornecidas pela organização. Em compensação, o número de equipas participantes decresceu da ordem das duas a três dezenas para 6 a 8 nas últimas edições.

Volvo Ocean RaceÉ muito interessante verificar também a evolução das próprias equipas, nas primeiras edições o espírito seria de embarcar numa aventura de um passeio à volta do mundo em que ao mesmo tempo seria uma corrida e na actualidade as equipas são constituídas exclusivamente por velejadores de competição profissionais com provas dadas em várias provas de renome internacional, incluindo campeões olímpicos, vencedores da América’s Cup, entre outros.

Desde a sua criação, esta prova sempre foi e continuará muito provavelmente a ser um dos maiores ícones de qualquer velejador.